A faculdade Luciano Feijão no dia 23/10 realizou seu primeiro Congresso de Direito e Literatura.
Abordarei um pouco sobre a palestra do professor Clístenes Chaves de França, que falou sobre a obra "1984" do autor britânico George Orwell. Ele iniciou sua palestra abordando sobre a origem do mal, sendo o mal uma atividade negadora,ou seja, é um ato que nega, destrói algo.
Após isso, é feito uma lembrança do que é poder, suas características e sua importância. O poder tem por finalidade gerar uma ordem social, por isso ninguém tem poder, mas exerce poder. O livro 1984 tenta mostrar que o poder de forma centralizada, suprema, possibilita a destruição da sociedade humana, perdendo sua finalidade, e tornando-se fim em si mesmo, pois dessa forma o poder exclui o aspecto racional e emocional do ser humano, o tornando um mero continuador do sistema.
O aspecto racional do ser humano é dividido em três princípios, o da identidade, que cita que o ser humano está em constante mudança, porém, não muda sua essência; o princípio da não contradição, o qual cita não ser possível que ser, e ao mesmo tempo não ser algo ; princípio do terceiro excluído, se x é verdadeiro, o oposto de x é falso. No Livro, através do duplo pensamento, o partido afirma e não afirma algo ao mesmo tempo, sem que seja possível contradizê-lo , destruindo assim, a racionalidade humana, além de outras técnicas, como a nova língua, que seria diminuir a linguagem humana de forma que só sobre o mínimo semântico fundamental.
Tudo isso é possível porque o partido possui legitimidade, independentemente do uso da violência.
As obras de Orwell são famosas por gerar uma vasta reflexão, e o professor Clístenes conseguiu retratar muito bem a essência da obra, e sua relação com o direito/filosofia.


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